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Ronaldinho)

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Biografia
Introdução
Ronaldo de Assis Moreira (
Porto Alegre,
21 de março de
1980 - ) é considerado um dos maiores jogadores da história recente do
futebol mundial. Duas vezes considerado melhor jogador do mundo,
Ronaldinho Gaúcho, como é conhecido coleciona diversos títulos, dentre eles, o de Campeão do Mundo pela
Seleção Brasileira em
2002.
O Ínicio da Carreira
Nascido em família humilde, no ano da conquista do primeiro
Campeonato Brasileiro da história do
Flamengo, o franzino
Ronaldinho se apaixonou pelo
futebol desde cedo. Influenciado pelo pai, Sr. João Silva Moreira, ex-jogador amador e vigilante do
Grêmio, o então pequeno jogador teve que superar diversas barreiras para conseguir treinar
futebol em ambiente profissional.
Irmão do ex-jogador Assis, Ronaldinho tinha apenas oito anos de idade quando perdeu o pai. Apesar do duro golpe, o sucesso que o irmão passara a fazer no
Grêmio, credenciou o irmão mais novo a treinar nas divisões de base do clube portoalegrense. Bastante dedicado nos treinamentos, não demorou para que a habilidade de Ronaldinho fosse percebida. Campeão de quase tudo nas categorias de base do time gaúcho, o meia passou a ser convocado constantemente para as Seleções de base e o
Grêmio passou a recusar diversas propostas de clubes do
Brasil e do mundo.
No ano de
1999 quando tinha apenas 19 anos de idade, Ronaldinho firmou-se como uma grande promessa do
futebol, o que foi consolidado através da convocação do jovem meia para a
Seleção Brasileira por intermédio do treinador e flamenguista assumido,
Vanderlei Luxemburgo. Foi na disputa da Copa América de
1999 que ao entrar na partida contra a Venezuela, protagonizou um gol com a sua marca: força e habilidade. O craque recebeu na entrada da área, deu um lençol no zagueiro venezuelano e chutou forte no canto esquerdo do goleiro. Esse gol o fixou, de fato, como um jogador de
Seleção.
A Seleção Brasileira

Ronaldinho, o R10 da Seleção
Figura conhecida na
Seleção Brasileira em virtude das suas repetidas convocações para as Seleções de Base. Ronaldinho traçou uma maravilhosa trajetória na
Seleção Canarinho. De Campeão Sub-17 a Campeão do Mundo no
Japão e na
Coréia, o meia viveu momentos inesquecíveis com a camisa verde e amarela.
Iniciado na Seleção principal através das mãos de
Luxemburgo, o jogador foi praticamente uma unanimidade, pois acabou sendo convocado por praticamente todos os treinadores que sucederam
Luxa. Apesar disso, foram apenas duas
Copas do Mundo, tendo conquistado uma e perdido outra.
Em
2002, ano da sua maior conquista enquanto profissional, Ronaldinho Gaúcho dividiu o meio do campo com
Kléberson e outros ex-flamenguistas. Foi considerado um dos mais brilhantes jogadores daquela
Copa do Mundo e credenciou-se para participar de diversas outras convocações que vieram após a conquista do
Mundial.
Apesar da trajetória irretocável, a segunda
Copa disputada pelo Gaúcho traria marcas irreparáveis não só ao atleta, mas a toda geração. Eliminada traumaticamente pela
França, a
Seleção viu-se obrigada a renovar o seu plantel, de forma que, unida às irregulares apresentações no
Barça, Ronaldinho acabou perdendo espaço na equipe comandada pelo Capitão do Tetra
Dunga e do ex-flamenguista
Jorginho.
Disputou os
Jogos Olímpicos de 2008 em
Pequim como uma das grandes apostas, apesar de não mais ser uma unanimidade no país. A Derrota para a
Argentina, porém, acabou sendo crucial para que o meia acabasse preterido do grupo que foi à
Copa do Mundo da
África do Sul, o que irritou parte da crítica e da torcida brasileira que ainda o consideravam um atleta decisivo. O fracasso da
Seleção de Dunga e a necessidade percebida por um jogador das características de Gaúcho fizeram com que ele voltasse a vestir a camisa verde-amarela já em
2010 no ínicio da era Mano Menezes.
A Trajetória na Europa
Considerado um primor da nova geração de futebolistas, Ronaldinho passou a ser caçado por clubes europeus. No ano de
2000, uma proposta do
Leeds United, da
Inglaterra provocou alarde no cenário nacional, já que aquele time ofereceu cerca de 75 milhões de euros para ter os dribles de Ronaldinho Gaúcho, um valor faraônico para a época.
O clube gaúcho conseguiu segurar o jogador até
2001, quando o contrato ia só até fevereiro desse ano e a família, juntamente com o jogador, decidiram que estava na hora de ir para a Europa. Enquanto as propostas continuavam a chegar ao clube, o Grêmio insistia em manter Ronaldinho no clube, fazendo questão de, inclusive, colocar uma faixa no
Estádio Olímpico dizendo que o craque não estava à venda. Sem o aval do clube, o jogador assina um pré-contrato às escondidas e parte para o Paris Saint-Germain sem o Grêmio obter qualquer contrapartida pelo seu passe, mesmo tendo dito que adoraria ficar no clube neste mesmo período em que já tinha assinado o pré-contrato com o Paris Saint-Germain. Tal disputa faz com que Ronaldinho seja visto como o maior prejudicado perante o clube e os adeptos, tendo-se iniciado uma longa batalha judicial entre o Grêmio e o clube francês, o que deixa Ronaldinho sem jogar durante meses, voltando a jogar só em Agosto, pelo Paris Saint-Germain.
Paris Saint-Germain
Durante sua passagem pelo
Paris Saint-Germain, Ronaldinho teve problemas com o treinador Luis Fernández, pois este alegava que Ronaldinho estava freqüentando demais a vida noturna parisiense, e deixando o futebol de lado. Ele desenvolveu uma reputação de obter desempenho brilhante contra as maiores equipes, mas de não jogar bem contra as equipes pequenas.
Depois de
2002 da Copa do Mundo, tendo demonstrado o seu valor na cena internacional, não houve falta de interesse de grandes clubes. Em 2003, Ronaldinho deixou claro que queria deixar o PSG, depois do time não ter conquistado nenhum título. Após várias propostas de clubes europeus, dentre eles estava o
Manchester United, mas o clube que acabou ganhando a batalha para ter os seus serviços foi o
Barcelona.
Barcelona
Em
19 de julho de
2003, o presidente do
Barcelona, Joan Laporta, adquiriu o passe de Ronaldinho por 21 milhões de euros. Ronaldinho disse também ter assinado com o Barcelona em vez do
Manchester United por causa de sua amizade com o ex-executivo da Nike no Brasil e em Barcelona o então vice-presidente encarregado de esportes, Sandro Rosell. Ao assinar com o Barcelona, Ronaldinho seguiu os passos de vários ilustres jogadores que já tiveram carreiras bem sucedidas no clube, como
Evaristo de Macedo,
Romário, Ronaldo e Rivaldo.
Logo o Barcelona promoveu um amistoso para mostrar sua nova contratação e o clube escolhido foi o
Milan. Em sua estreia, Ronaldinho ajudou seu time marcando um gol na vitória por 2-0. Durante a temporada
2003-
2004, sua primeira no clube, suas jogadas levaram o Barcelona a terminar em 2° lugar na Campeonato Espanhol.
O auge
Mas foi na temporada
2004-
2005 que o craque se consagrou realizando jogadas fantásticas conquistando a Campeonato Espanhol a Supercopa da Espanha, além do título de Melhor Jogador do Mundo, rapidamente se tornando um dos maiores ídolos do clube.
Na temporada seguinte, a de
2005-
2006, repetiu o feito conquistando novamente o Campeonato Espanhol. Nesta temporada, ficou marcado por sua atuação no jogo contra o
Real Madrid, o chamado
El Clásico, realizado em
19 de novembro de
2005. Ronaldinho marcou duas vezes e foi o grande destaque da vitória por 3-0 na casa do adversário, o
Santiago Bernabéu. Após o seu segundo gol na partida, marcado após uma belíssima jogada onde passou por vários adversários antes de concluir com extrema precisão, ele foi aplaudido de pé pelos torcedores
merengues presentes ao Bernabéu. O jogo ficou marcado principalmente por isto, pelo fato do Real historicamente ser o grande arquirrival do
Barça. Nesta temporada, ainda conquistou os títulos da Liga dos Campeões da UEFA de
2005-
2006 e novamente a Supercopa da Espanha.
Entre os anos de
2004 e
2005, defendendo o
Barcelona e a
seleção brasileira, viveu o auge de sua carreira. Consagrou-se como o Melhor Jogador do Mundo, segundo a
FIFA. Em
2005 ganhou o
Ballon d'or, outro importante prêmio, entregue pela revista francesa
France Football, que elege o melhor jogador atuando na Europa a cada temporada.
No dia
29 de março de
2006, um estudo apontou Ronaldinho como o jogador com mais valor comercial no mundo, deixando para trás os ingleses David Beckham e Wayne Rooney. Sua imagem foi avaliada em 47 milhões de euros, a de Beckham, 44,9 milhões e a de Rooney, 43,7 milhões.
Jogou o seu 200° jogo pelo Barcelona numa partida contra o
Osasuna, em
3 de fevereiro de
2008. No entanto, sua campanha de
2007-
2008 como um todo foi assolado por lesões, e uma lesão muscular na perna direita em
3 de abril prematuramente terminou com a sua temporada. Em
19 de maio, Laporta afirmou que Ronaldinho precisava de "um novo desafio", alegando que ele precisava de um novo clube para que podesse reviver sua carreira. O
Manchester City, do proprietário Thaksin Shinawatra, confirmou em
6 de junho, que estava interessado em contratá-lo.
Ronaldinho e seu companheiro de Barcelona Lionel Messi protagonizaram um amistoso contra o racismo na
Venezuela em
28 de junho de
2008, que terminou em um empate por 7-7. Ronaldinho marcou um par de gols e ainda deu duas assistências no que seria sua última partida como jogador do Barcelona.
Milan
Em julho de
2008, Ronaldinho recusou uma oferta de 25,5 milhões de euros do
Manchester City para se transferir para o
Milan, em um contrato de cinco anos, pensado para ser útil em torno de 6,5 milhões de libras por ano, para uma taxa na região de 18,5 milhões de euros. Com o número 10 já ocupado por companheiro Clarence Seedorf, ele selecionou a 80 como seu número na camisa, porque
1980 foi seu ano de nascimento.
Marcou seu primeiro gol pelo Milan 3-0 num derby vitória sobre a rival
Internazionale de Milão de cabeça apos cruzamento de Kaká, em
20 de setembro de
2008. Ele terminou sua primeira temporada no Milan com 10 gols em 35 jogos em todas as competições. Após um bom começo para a temporada, mas no fim da temporada figurou entre os reservas terminando sua primeira temporada de forma decepcionante.
Sua segunda temporada não começou com uma nota elevada. Depois de um tempo, reencontrou sua forma e tornou-se indiscutivelmente o melhor jogador do
Barcelona na temporada. Ele mudou seu papel de lateral a um densiva.
Em
10 de dezembro de
2009, foi eleito o jogador de futebol da década pela revista inglesa
World Soccer, ficando a frente de jogadores como Lionel Messi e Ronaldo.
Em
10 de janeiro de
2010, marcou dois gols contra o
Juventus, selando uma vitória por 3-0 para os rossoneri. No jogo seguinte contra o Siena, em
17 de janeiro de 2010, marcou seu primeiro
hat-trick para o Milan, quando converteu um pênalti, marcou com uma cabeçada no canto e acabou com um gol maravilha de 30 metros de distância do gol.
A partir de
13 de abril de 2010, terminou a temporada como líder de assistências na Serie A do Italiano, com um total de 13. Uma nota negativa foi que ele perdeu três pênaltis na temporada
2009-
2010.
No
Milan, apesar de jamais ter conseguido repetir as atuações que o consgraram no
Barça, Ronaldinho recuperou a alegria de jogar
futebol e protagonizou novamente belas jogadas e lindos gols. No clube italiano trabalhou com diversos brasileiros, entre eles,
Leonardo, ex-jogador do
Flamengo e da
Seleção Brasileira e admirador particular do Gaúcho. Todavia, no ano de
2011, Ronaldinho decidiu abandonar a Europa para retornar ao
Brasil, de preferência para um dos gigantes do país - e assim o foi.
O Melhor no Maior do Mundo
Pretendido pelo
Flamengo desde meados de
2010, Ronaldinho esteve por diversas vezes muito próximo de vir para a
Gávea, no entanto, a cara multa rescisória e a admiração do presidente do
Milan pelo
futebol do Gaúcho afastaram por diversas vezes o retorno do atleta ao
Brasil. A situação ficou diferente em
2011.
Disposto a voltar para o seu país, Ronaldinho iniciou uma longa negociação com o intuito de defender um dos grandes clubes brasileiros. Disputado por
Grêmio e
Palmeiras, além do
Mais Querido do Brasil, o meia decidiu escolher pelo clube de maior torcida do país e acabou assinando com o
Flamengo por quatro temporadas.
Considerada uma das maiores negociações do
futebol brasileiro, a contratação de Ronaldinho Gaúcho acabou tornando-se um marco da gestão da presidenta
Patrícia Amorim e agregou grande parte da torcida rubro-negra, que, eufórica, recebeu o ídolo na
Gávea com uma das maiores festas já vistas.
A estréia do astro com o
Manto Sagrado teve a grandeza merecida. Em partida contra o
Nova Iguaçu no
Engenhão, a maior torcida do mundo lotou o estádio e promoveu uma emocionante recepção ao pentacampeão mundial, naquela ocasião, apesar da vitória do
Flamengo, Ronaldinho não marcou gols, o que só aconteceu uma partida depois, contra o
Boavista na cidade de
Macaé.
Dados
Histórico
Títulos
Pelo Flamengo
Pela Seleção Brasileira
Por outros clubes
Grêmio
Paris Saint-Germain
- Copa Intertoto da UEFA: 2001
Barcelona
Prêmios
Artilharias
- Campeonato Gaúcho: 1999 (15 gols)
- Copa das Confederações: 1999 (6 gols)
- Torneio Pré-Olímpico Sub-23: 2000 (9 gols)
Estatísticas
| Ano | Jogos | Gols Marcados | Assistências | Cartão Amarelo | Cartão Vermelho |
| 2011 | 50(2) | 21 | 5 | 9 | 0 |
| 2012 | 2 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Total | 54 | 21 | 5 | 9 | 0 |
Livro
- O Sorriso do Futebol - Ronaldinho, o Último Romântico. Autor: Luca Caioli; Ed. Mundo Editorial, 2006 (Itália). {ISBN 8599802046}
Ver também